A empatia é a chave do sucesso

Sou determinada, ambiciosa, organizada, criativa, pontual e proativa. Estas são as respostas que costumamos dar quando nos perguntam quais são as nossas qualidades numa entrevista de emprego ou de estágio. Ainda bem que temos todas estas qualidades, significa que estamos num bom caminho. Mas porque é que nunca se fala da empatia? Da nossa capacidade de nos colocarmos na pele do outro e tentar compreender aquilo que ele sente. A empatia é a maior qualidade que se pode ter, seja dentro ou fora do trabalho.


Ao longo da nossa vida encontramos pelo caminho um número incalculável de pessoas. Algumas delas são apenas passageiras, outras caminham lado a lado connosco. Mas há algo que todas têm em comum: são todas diferentes umas das outras. E são também diferentes de nós. Na maneira de agir, de pensar e de comunicar. Para conseguirmos viver em sociedade temos que nos adaptar às pessoas, por mais diferentes que sejam. E para isso é preciso ter empatia pelo outro. É ser capaz de compreender as crenças, experiências, esperanças e medos de quem está ao nosso lado. É ter duas visões do mundo - a nossa e a dos outros. É saber ouvir e compreender os pontos de vista da outra pessoa.


Ter empatia é diferente de ter compaixão ou sentir pena de alguém. Também não se identifica com a típica expressão “não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti”. Isso é uma questão de interesses e a empatia é muito mais que isso. É um dos maiores talentos do ser humano, é aquilo que os distingue e que os molda. Infelizmente, parece que é um talento que se tem vindo a perder com o tempo.


Estamos tão centrados em nós próprios, nos nossos interesses e objetivos que acabamos por esquecer que temos uma pessoa ao nosso lado, com as suas preocupações e anseios, com as suas inseguranças e dúvidas. Isto acontece sobretudo no local de trabalho, onde temos de lidar diariamente com pessoas, seja clientes ou colegas. Não temos paciência, damos respostas tortas ou reviramos os olhos a alguém só porque nos coloca uma dúvida e atrapalha o nosso trabalho. E contra mim falo. Esquecemo-nos é que, um dia, podemos ser nós a estar no lugar de quem pergunta, de quem questiona e de quem atrapalha. E de certeza que também não íamos querer levar com arrogância e má vontade. Não podemos querer ser compreendidos se não nos damos ao trabalho de compreender. Se o teu colega te pedir ajuda, não lhe vires as costas. Se um cliente te perguntar a mesma coisa mais do que uma vez, sê paciente. Há pessoas que têm dificuldades e nem sempre percebem tudo à primeira. Só porque algo é óbvio para nós, não podemos assumir que o seja para toda a gente. A parte boa de sermos todos diferentes, é podermos aprender uns com os outros. Sejamos empáticos mais vezes. Com os nossos amigos, com os nossos colegas e, principalmente, com quem não conhecemos. A empatia faz de nós melhores profissionais e, sobretudo, melhores pessoas.


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