Mindhunter: a série para os que "gostam" de serial killers

Mindhunter é uma série baseada em factos reais e acompanha dois agentes do FBI, na década de 1970, que dão os primeiros passos da psicologia criminal e tentam entender a mente dos serial killers ao entrevistá-los nas prisões.


É a série perfeita para todos aqueles que, como eu, são fascinados pelas histórias de serial killers. No final dos anos 70, ainda não havia muitos estudos sobre o perfil deste tipo de criminosos. Até que o agente Holden Ford, do FBI, chega-se à frente com o objetivo de estudar a mente destes criminosos e tudo aquilo que está por trás destes crimes. Juntamente com o agente Bill Tench e a psicóloga Wendy Carr, entrevistam vários serial killers - na altura este termo ainda não existia - para tentar perceber os motivos que os levaram a ter atitudes tão cruéis. Alguns deles são conhecidos, outros nem por isso. Mas todos eles são perturbadores.


Estes são os serial killers que aparecem nas duas temporadas de Mindhunter:


Charles Manson


É considerado um dos piores serial killers de sempre. Charles Manson era o líder da seita “Família Manson”, na Califórnia. Esta seita aterrorizou os Estados Unidos, em 1969, depois de terem cometido uma série de nove assassinatos entre julho e agosto. O objetivo de Manson era começar uma guerra racial e, por isso, convenceu o grupo a assassinar brancos, ricos e personalidades influentes de Hollywood para, depois, incriminar os grupos de resistência negra. Uma dessas personalidades foi Sharon Tate, esposa do diretor Roman Polanski, que estava grávida de oito meses. Antes dos crimes, Manson era um cantor e compositor obcecado pelos Beatles. Os Beach Boys chegaram até a gravar uma música da sua autoria: Cease to Exist. No álbum mudaram o nome para “Never Learn Not to Love” e nunca deram os créditos a Charles Manson. Manson foi condenado por assassinato em primeiro grau e conspiração para cometer assassinatos em 1971. Morreu em 2017 num hospital na Califórnia.



David Berkowitz


Também conhecido como o Filho de Sam ou o Assassino da Calibre .44. Porquê? Porque assassinou seis pessoas e feriu outras sete com o seu revólver Charter Arms Bulldog calibre .44. Os seus alvos eram mulheres jovens e, assim que chegava perto dos seus carros, disparava. Foi preso em agosto de 1977 e confessou os crimes que cometeu entre 1976 e 1977. No entanto, chegou a dizer que foi possuído por um demónio que lhe obrigava a cometer os crimes e que recebia ordens de um culto satânico.


David Joseph Carpenter


David Carpenter, também conhecido como “Assassino das Trilhas”, foi condenado por matar cinco pessoas, mas acredita-se que o número de mortes pode ter sido maior. O Assassino das Trilhas perseguia e matava, de forma cruel, as vítimas que percorriam as trilhas dos parques nos arredores de São Francisco, Califórnia. Foi condenado por assassinato em segundo grau e tentativa de homícidioo em segundo grau e está preso desde 1977.


Dennis Rader


Mais conhecido por BTK (Bind, Torture, Kill), Dennis Rader matou 10 pessoas entre 1974 e 1991 em Kansas. Bind (amarrar), Torture (torturar) e Kill (matar) era o ritual que fazia a cada uma das suas vítimas. Enviava cartas à polícia e aos jornais a descrever, detalhadamente, os crimes que cometeu. Ironicamente, foi através de uma dessas cartas que a polícia conseguiu apanhar o BTK. Isto aconteceu apenas em 2004, quando Rader voltou a mandar cartas à polícia e foi preso. Não demorou muito até confessar os crimes e declarar-se culpado.


Ed Kemper


Ed Kemper foi o assassino que mais apareceu na primeira temporada de Mindhunter e um dos que mais falou com o agente Holder. Foi considerado o assassino-chave para o FBI decidir o que é um serial killer. É conhecido por “Big Ed” por ser, de facto, um gigante. Este homem, que mede 2,06 metros e tem um QI de 145, foi acusado de matar 10 pessoas, incluindo a própria mãe e os avós paternos. A maioria das vítimas eram mulheres, que levava para áreas isoladas, matava-as e, depois, levava o corpo para casa, onde as decapitava, desmembrava e violava. A última vítima de Ed Kemper antes de se entregar foi a própria mãe e uma das suas amigas. Está preso desde 1973 e diz estar feliz na prisão.


Jerry Brudos


É conhecido como o assassino do fetiche de sapatos, isto porque tinha fetiche por sapatos de mulher desde os 5 anos. Para além dos sapatos, Brudos tinha também um fetiche por roupas íntimas de mulher. Tentou roubar os sapatos da sua professora do primeiro ano e, ainda quando era criança, roubava roupas íntimas das vizinhas. Já adolescente, começou a perseguir mulheres, a bater-lhes e asfixiá-las até ficarem inconscientes, para depois fugir com os seus sapatos. Foi condenado por espancar e estrangular quatro mulheres. Na sua garagem, guardava os sapatos, as roupas e partes do corpo das suas vítimas como se fossem troféus. Enquanto estava na prisão, tinha catálogos de sapatos femininos na cela e dizia que eram o seu substituto de pornografia. Morreu na prisão, em 2006, de cancro do fígado.


Montie Ralph Rissell


Rissell, também conhecido como Monte, matou e violou cinco mulheres entre 1976 e 1977. As mulheres tinham entre 22 e 34 anos. Rissell tinha 14 anos quando cometeu o primeiro crime e foi preso aos 19. Confessou ter matado cinco pessoas e violado, pelo menos, uma dúzia de mulheres.


Richard Speck


Richard Speck tinha 24 anos quando invadiu uma casa, em Chicago, e estrangulou e esfaqueou oito enfermeiras. Foi na noite de 14 de julho de 1966. Estava bêbado e armado com um revólver e uma faca quando invadiu a casa de nove enfermeiras que moravam juntas. Amarrou-as e matou-as. Apenas Corazón Amurao, de 23 anos, conseguiu sobreviver. Foi ela que ajudou a reconhecer Richard Speck, que foi acusado de assassinato em primeiro grau, apesar de só ter confessado o crime em 1978. Morreu na prisão, em 1991, por insuficiência cardíaca.


Robert Hansen


É mencionado na série, mas não chega a aparecer. Robert Hansen, também conhecido como Bob, matou entre 17 a 21 mulheres entre 1980 e 1983, tornando-se o serial killer mais ativo do Alasca. E como é que o fez? Levava prostitutas e dançarinas até à sua cabana no meio da floresta, mantinha-as como escravas sexuais e, depois de as soltar, caçava-as como se fossem animais. Bob era padeiro, pai de família e muito respeitado na comunidade, mas era também um serial killer. Foi condenado a 461 anos de prisão em 1983 e morreu em 2004, por motivos de saúde.


Wayne Williams


Wayne Williams foi condenado por matar dois homens em 1981, mas a polícia acredita que também foi responsável por outras 23 mortes que aconteceram em Atlanta, entre 1979 e 1981. É também um dos suspeitos principais dos chamados Assassinatos de Crianças de Atlanta, apesar de nunca ter sido julgado por isso. Ainda está preso e os assassinatos das crianças e adolescentes ainda não foram solucionados.


Apesar de ainda não estar confirmado, é possível que Mindhunter não venha a ter uma terceira temporada. Infelizmente, vamos ter que investigar os serial killers noutro lado.


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